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Ucranianos em Setúbal. Câmara desmentida pela segunda vez: depois de Costa, é a vez do SEF



A Câmara Municipal de Setúbal (CMS) voltou a ser desmentida em poucas horas: depois do gabinete do primeiro-ministro, é a vez do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que além de desmentir a autarquia determinou a suspensão de quaisquer colaborações com a associação liderada por Igor Kheshin.

No comunicado que divulgou esta sexta-feira, que reproduzia algumas respostas dadas ao Expresso, a autarquia escudava-se na credibilidade que outros organismos do Estado davam a Igor Kheshin – o líder associativo russo que estava a receber refugiados ucranianos em Setúbal. A CMS alegava que este cidadão era colaborador do SEF, mas o organismo emitiu um esclarecimento na tarde de hoje a dizer que apenas recorreu uma vez aos serviços de uma tradutora de nacionalidade ucraniana que pertencia à associação liderada por este cidadão russo. “A Direção Nacional determinou hoje que as solicitações efetuadas a pessoas ligadas a essa associação fossem suspensas”, diz o comunicado do SEF.

Segundo a informação que a autarquia dizia ter, Khashin “colabora, regularmente, há vários anos, com várias entidades da administração central, entre as quais o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Centro Regional de Segurança Social de Setúbal e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, tendo prestado esta colaboração já este ano no contexto do acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia”.

O SEF, num esclarecimento enviado ao Expresso, diz que não há nenhuma colaboração oficial com a associação que Khasin lidera: “O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) esclarece que não tem qualquer protocolo assinado com a Associação EDINSTVO“, uma coletividade apoiada desde 2005 pela Câmara de Setúbal.

“Não obstante”, admite o SEF, foi identificado “que foi solicitada pontualmente, pela Delegação de Setúbal do SEF, a colaboração de serviços de tradução, através de trabalho voluntário de uma cidadã de origem ucraniana, com nacionalidade portuguesa, que pertence à referida associação”. Mas não a Igor Khashin, como escreveu a autarquia. “Acrescente-se que o presidente da referida associação não prestou qualquer colaboração ao SEF“, reforça o comunicado.



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