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Transportadores rodoviários independentes reúnem-se devido a crise dos combustíveis – Última Hora



Transportadores rodoviários de mercadorias, sem ligações a associações setoriais, reúnem-se no domingo em Castanheira do Ribatejo, no contexto da escalada dos preços dos combustíveis, disse à Lusa um empresário.




Na reunião, com início previsto para as 13:00, “estamos a contar com uma afluência acima de 200 pessoas”, sobretudo “pequenos e médios, mas também dois grandes empresários” do setor, avançou à Lusa Márcio Lopes.
Márcio Lopes, que chegou a integrar a ANTP — Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas, salientou que a reunião de domingo é “promovida por empresas e não há qualquer associação” envolvida.

“São meramente empresários a lutar pela sobrevivência”, sublinhou, acrescentando que os transportadores querem soluções que lhes permitam enfrentar a escalada dos preços dos combustíveis e que as empresas tenham “fluidez de caixa”, para que “a economia não afunde drasticamente como vai acontecer”.

Afirmando ser inevitável o aumento dos preços cobrados pelas transportadoras, Márcio Lopes disse que no encontro os empresários pretendem “encontrar soluções para que em vez de 10, as empresas consigam só subir cinco [os preços] e obter sustentabilidade”.

“Não estamos a pedir nada de outro mundo, não vamos pedir nada que seja o Governo a perder dinheiro, pode é deixar de ganhar. E ajudar a que a economia nacional não seja abruptamente encarecida”, acrescentou, sem avançar mais pormenores de eventuais reivindicações.

Os transportadores rodoviários de mercadorias não foram abrangidos pelas medidas anunciadas pelo Governo para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis e que incluem, designadamente, a subida do desconto no Autovoucher de cinco para 20 euros e o prolongamento por mais três meses do apoio dado a táxis e autocarros (pagando agora 30 cêntimos por litro de combustível, em vez dos atuais 10).

Os preços dos combustíveis dispararam nas últimas semanas, tanto nos EUA como na Europa, atingindo os níveis mais altos da última década, devido aos receios de uma redução na oferta, provocada pela invasão russa da Ucrânia.

Em Portugal, o gasóleo sofreu esta semana um agravamento superior a 14 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou cerca de oito cêntimos mais cara.

Na próxima semana, o preço por litro do gasóleo deverá subir 13,6 cêntimos e o da gasolina 9,3 cêntimos, segundo contas feitas pela Lusa com base nos números fornecidos pelo Governo para redução do ISP.


















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