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Sérgio Conceição e o perigo que vem do aflito Tondela: “Lembro-me de há uns anos o Petit vir ganhar ao Dragão”



Tondela

“Todas as equipas do campeonato, à medida que se vai aproximando o fim, ficam com menos margem para concretizar os seus objetivos. Não é só o Tondela. Lembro-me de há uns anos o Petit vir ganhar ao Dragão e fazer uma sequência de vitórias que lhe permitiu manter o Tondela. Há muitos exemplos desses. Olhando para a tabela, sabemos que o Tondela é das equipas que estão nessa situação que faz mais golos, é uma equipa que faz muitos golos. É um jogo importante para nós, difícil e temos de ser nós a ir atrás. É mais uma final para nós, das nove que temos até final”

Pepe e Rúben Semedo

“O Rúben está a evoluir da forma que nós preparámos. Com o principal, para mim, que é a aceitação dele de perceber que tem de passar aqui uma adaptação, novos métodos de trabalho. Esteve fora algum tempo. Está muito melhor, senão não tinha entrado contra o Lyon. Achei que naquele jogo era melhor o Rúben, mas amanhã se não jogar o Pepe até poderá jogar o Fábio Cardoso, nada o impede. Depende do que eu definir para o plano de jogo. Aqui não há hierarquias. Tem muito a ver com as características dos jogadores dentro da estratégia”

Maior desafio nesta fase do campeonato

“É não termos disponibilidade física dos jogadores para trabalhar no campo, isso sentimos. Temos um grupo de trabalho que conhece as ideias, a estratégia definida. Mas numa semana limpa fica sempre muito mais conteúdo no espaço real que eles vão apanhar do que só em vídeo ou no quadro”

Pêpe

“É um jogador explosivo, muito desequilibrador no um para um, no ataque. Consegue com bastante acutilância partir de trás para a frente, de uma forma muito interessante, jogando como lateral. Tenho-o utilizado na parte final dos jogos a lateral para ele dar essa largura e essa profundidade que ele é capaz de dar. Mas também joga muito bem por dentro, roda com muita facilidade, é capaz de sair de uma situação de pressão com enorme facilidade, para qualidade técnica que tem. Tem evoluído de uma forma positiva, tem um longo caminho para percorrer mas estamos a ver um Pêpe cada vez mais integrado no futebol europeu e isso deixa-me muito agradado”

4-3-3, o que dá que o 4-4-2 não dava?

“Eu dei o exemplo que há uns anos tinha avançados com características diferentes. Temos de encontrar a forma de integrar melhor os jogadores que temos dentro de uma ideia de jogo, que tem como base algumas características que eu gosto que os jogadores cumpram. Temos de os colocar mais confortáveis com e sem bola para que não aconteça aquilo que tem acontecido, que é termos sofrido alguns golos. Estamos muito bem e somos uma equipa que cria muito no nosso meio-campo ofensivo, com combinações fantásticas, mas falta-nos alguma consistência no nosso processo defensivo. Não na organização defensiva, mas num ou noutro momento. É esse equilíbrio que nós treinadores tentamos encontrar”

Fair-play financeiro

“Fui para o Vitória numa altura muito difícil e no ano seguinte entrou o Pedro Martins e tinha uma equipa fantástica. Eu andei lá a penar. No SC Braga tive uma equipa praticamente com jogadores a custo zero e cheguei à final da Taça de Portugal e ficámos em 4.º lugar. Aqui no FC Porto também tive o desafio de vir para cá quando iniciava um período difícil a nível financeiro. Aquilo que era o meu trabalho era tentar dar o melhor para conseguir ganhar, porque só ganhando viriam, como vieram, muitos milhões da UEFA, em vendas e assim temos tido algum sucesso. Ficámos felizes por sair. Foi o meu trabalho, da equipa técnica e dos jogadores”

Perigo nos próximos dois jogos

“O perigo não tem a ver com estes dois jogos. Perigoso poderá ser o jogo com o Boavista, porque jogamos na quinta, chegamos de madrugada se tivermos slot para levantar no dia de jogo e temos só sábado para recuperar, porque temos de jogar domingo. Estamos preparados para jogar de três em três dias, mas não podemos esconder a sobrecarga do calendário. Temos de fazer uma gestão inteligente e criativa. No jogo passado o onze que apostei era um onze que eu achava que me ia dar uma resposta boa para ir para Lyon já com algum conforto na eliminatória, o que não aconteceu. Nem sempre acertamos e depois eu condeno-me muito porque sou muito exigente comigo próprio”



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