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Primeiro estranha-se, depois entranha-se: clubes da Premier League aprovam o regresso das cinco substituições por jogo



Em maio de 2020, as equipas de futebol passaram a contar com cinco substituições por jogo. O motivo, se é que o ano não o revelou logo, foi a pandemia causada pela covid-19. Terminada essa época atípica, que aliás contou com o título do Liverpool que demorou 30 anos a chegar, os clubes decidiram que se deveria regressar às três substituições e tudo voltou à realidade pré-pandemia. As regras e o campeão, que em 2021, tal como no ano anterior à pandemia, voltou a ser o Manchester City.

A Premier League foi a única grande competição a abandonar a regra, porque alguns clubes sentiram que desta forma as equipas maiores teriam uma vantagem injusta. Mas nem todos ficaram felizes com a decisão. Vários treinadores pronunciaram-se contra a decisão, como Jürgen Klopp, do Liverpool, e Pep Guardiola, do Manchester City. Ambos consideraram que a redução das substituições foi parcialmente responsável por uma série de lesões musculares na primeira divisão inglesa.

“[Cinco substitutos] é a decisão certa, especialmente neste momento, porque trazes os jogadores de volta agora, após uma infeção pelo coronavírus ou uma lesão, e por causa dos jogos que eles têm de jogar, arriscas que se lesionem e tenham de sair de novo, talvez após os 60 minutos. Este é um problema real. Este jogo maravilhoso é tão maravilhoso porque normalmente os jogadores em campo estão em boa forma, estão bem treinados, estão bem recuperados e arriscam. É por isso que adoramos o jogo. Agora a situação é muito mais difícil”, afirmou Klopp na época passada, antes de um encontro frente ao Burnley.

A situação permaneceu inalterada para a época 2021/22, mas já se mudou de ideias em relação ao próximo ano. As cinco substituições vão regressar à Premier League e poderão ser feitas em três ocasiões durante um jogo, incluindo o intervalo. Cada equipa poderá ter também um total de nove substitutos nomeados na folha de jogo. A mudança foi anunciada após uma reunião que contou com representantes dos 20 clubes da liga inglesa.

Além desta novidade, foram anunciadas mais três: foi confirmado o período em que a janela de transferências do próximo verão estará aberta, de 10 de junho até 1 de setembro; os clubes decidiram remover a obrigatoriedade dos testes à covid-19 que os jogadores realizam duas vezes por semana já a partir de 4 de abril e os testes permanecerão apenas para situações em que existam sintomas; por fim, a remoção da exigência de passaportes clínicos para aceder a áreas que até aqui estavam restritas tanto nos campos de treino, como em dias de jogos.

Este levantamento de medidas relacionadas com a covid-19 não quer dizer que as regras não possam voltar a entrar em vigor, uma vez que a Premier League garantiu que irá continuar a acompanhar a evolução da pandemia. “O bem-estar dos jogadores e do staff continua a ser uma prioridade e a Premier League continuará a acompanhar a situação em relação à covid-19 a nível nacional e a adaptar os protocolos de toda a liga conforme seja necessário, em conformidade com as últimas orientações das autoridades de saúde pública e médicos”, lê-se no comunicado da liga.



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