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Pela segunda vez em três corridas da temporada, Charles Leclerc parte da pole position



O piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, conquistou a pole position para o Grande Prémio da Austrália de Fórmula 1, a segunda em três corridas da temporada. Leclerc bateu o campeão mundial, o neerlandês Max Verstappen (Red Bull), já ao cair do pano, com o tempo de 1.17,868 minutos, superando o piloto da Red Bull por 0,286 segundos.

Desde 2007, então com Kimi Räikkönen, que a Ferrari não partia da pole position na Austrália. Será a 11.ª vez na carreira de Leclerc que o monegasco partirá da primeira posição.

O mexicano Sérgio Pérez (Red Bull) foi o terceiro, a 0,372 segundos. A sessão de qualificação ficou marcada por duas interrupções provocadas por acidentes.

O primeiro aconteceu ainda na primeira fase, a Q1, quando os canadianos Lance Stroll (Aston Martin) e Nicholas Latifi (Williams) bateram. Os dois circulavam a baixa velocidade numa volta de lançamento e, na curva 5, Latifi deixou passar Stroll, que, de repente, guinou para a direita perante a aproximação a alta velocidade do japonês Yuki Tsunoda (Alpha Tauri), que vinha numa volta lançada. A sessão teve de ser interrompida por alguns minutos para tirar os detritos da pista.

Já na Q3, foi uma saída de pista do espanhol Fernando Alonso (Alpine) a obrigar a uma interrupção de quase 15 minutos. O antigo campeão mundial em 2005 e 2006 queixou-se, via rádio, de ter ficado “sem sistema hidráulico” e de não ter conseguido “reduzir a mudança”.

Os atrasos levaram a que a sessão se estendesse para o final do dia na Austrália, com o sol já demasiado baixo e alguns pilotos a queixarem-se de falta de visibilidade, pedindo viseiras escuras para o capacete. “Era muito difícil ver os limites da pista devido ao sol”, disse mesmo Leclerc.

No reatamento da sessão após o acidente de Alonso (que coloca o espanhol no 10.º lugar da grelha), Sérgio Pérez optou por sair mais cedo para a pista, de forma a poder fazer duas tentativas de voltas rápidas, enquanto os adversários fizeram apenas uma. O mexicano acabou por fechar na terceira posição, batido pelo companheiro de equipa, Max Verstappen, e por Charles Leclerc, que fez o melhor tempo já nos derradeiros segundos da sessão.

O britânico Lando Norris (McLaren) foi o quarto, a 0,835 segundos, seguido dos compatriotas Lewis Hamilton (Mercedes) e George Russell (Mercedes). O australiano Daniel Ricciardo (McLaren), correndo em casa, partirá de sétimo. Estes quatro pilotos, todos já a cerca de um segundo do autor da pole, têm motores Mercedes, uma indicação de alguma melhoria dos propulsores germânicos.

Ainda assim, Lewis Hamilton viu-se batido em qualificação neste circuito pela primeira vez desde 2013. “Nada do que fazemos parece resultar”, disse o antigo campeão, admitindo que será “muito complicado aguentar os Ferrari” na corrida. Carlos Sainz cometeu um erro e não foi além da nona posição.

Max Verstappen revelou não estar satisfeito com a afinação do Red Bull: “O carro andava por todo o lado. Senti dificuldades ao longo de todo o fim de semana. O segundo lugar não é mau, mas falta-me confiança com o carro. Tentámos coisas diferentes, mas ainda não encontrámos o ponto”, explicou.

O Grande Prémio da Austrália é a terceira prova do Mundial. Charles Leclerc lidera o campeonato, com 45 pontos, mais 12 do que Sainz e 20 do que Verstappen. A corrida, de 58 voltas, disputa-se no domingo, às 06:00 de Lisboa.




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