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O humor pode ‘agredir’? Talvez, mas “nada justifica a violência”



A piada que Chris Rock fez sobre a mulher de Will Smith — que rapou o cabelo por ter alopécia (comparando-a à protagonista do filme “G.I. Jane”) — levou este último a subir ao palco na noite dos Óscares e a dar um estalo ao anfitrião: toda a gente viu. Muitos dos presentes na plateia do Dolby Theatre ficaram incrédulos, outros tantos manifestaram-se nos media ou nas redes sociais, condenando a violência ou a piada; a Academia, entretanto, disse ponderar a aplicação de medidas pela agressão de Will Smith e fez saber que alguém da organização terá pedido ao ator para abandonar os Óscares, coisa que não fez.

Vários humoristas reagiram à polémica, criticando o facto de muitos questionarem os limites do humor num claro episódio de violência. À SIC, Bruno Nogueira, autor do programa “Tabu” que faz humor com temas delicados, disse o seguinte: “Pouco importa se a piada é boa ou má. A partir do momento em que se legitima que a resposta a palavras é kickboxing.” Mas será que quando a reação a uma piada é violenta devemos apenas centrar-nos nos limites da reação, não podendo questionar se deve existir uma fronteira no humor?



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