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Ministra da Defesa quer adequar a defesa nacional à nova realidade mundial. “Teremos que reforçar progressivamente o investimento em defesa”



.Na cerimónia evocativa do 104.º aniversário da Batalha de La Lys e do Dia do Combatente, que decorreu no Mosteiro da Batalha, a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, apontou a intenção de reforçar a operacionalidade das Forças Armadas, assegurando a manutenção e modernização das capacidades e equipamentos, e “apostando em programas de efeito multiplicador, passíveis de duplo uso e que criem a riqueza para a economia nacional”.

E adiantou: “Teremos que aprovar, a breve trecho, um novo conceito estratégico de defesa nacional, a par com a atualização estratégica em curso, também na União Europeia e na NATO, e reforçar progressivamente o investimento em defesa”, referiu.

No seu discurso explicou que esse reforço passa também “pelo investimento nas pessoas” e pela “dignificação da condição militar, atraindo mais jovens para as Forças Armadas e proporcionando a todos os militares melhores condições de serviço”.

Na sua intervenção acrescentou também que esta valorização das nossas Forças Armadas deve ser acompanhada por maior abertura e diálogo com a sociedade.” As pessoas têm que conhecer melhor as Forças Armadas e as Forças Armadas têm que conhecer melhor a sociedade que defendem”, sustentou.

Nesta ocasião, a ministra da Defesa Nacional deixou também a promessa de continuar a trabalhar em prol da melhoria das condições de vida dos antigos combatentes, “através do principal instrumento jurídico, aprovado na anterior legislatura: o estatuto do antigo combatente”.

E lembrou que desde a sua aprovação, “foram já emitidos mais de 380 mil cartões de antigo combatente e de viúva de antigo combatente”, informou.

A ministra disse ainda terem sido concretizadas várias medidas, entre as quais a gratuitidade dos passes nos transportes públicos na área de residência, a isenção de taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde, a entrada gratuita em museus ou monumentos nacionais, e “a validação de cerca de 110 mil pedidos de insígnia do antigo combatente”.

No entanto, admitiu que há ainda muito por fazer. “A implementação do plano de ação para os deficientes militares e do plano de apoio aos antigos combatentes em situação sem abrigo, são indicativos dessa nossa atenção redobrada a estas questões, com todo o cuidado que nos merecem”, destacou.

O presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, Chito Rodrigues, aproveitou o momento para deixar ao Governo o pedido de “revisão do suplemento especial de pensão e do acréscimo vitalício de pensão, isentos de IRS, bem como de apoio à saúde nomeadamente médico e medicamentoso”.

E ainda disse: “A Liga dos Combatentes fará chegar propostas concretas sobre este delicado e importante assunto, que não se encontra expresso no programa do governo”, apontou.



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