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Horta-Osório reduz banca de investimento do Credit Suisse e foca-se nas grandes fortunas



António Horta-Osório continua o seu labor de limpar o Credit Suisse depois de um escândalo oneroso para o banco helvético. De acordo com a Bloomberg, a instituição irá deixar de oferecer a maioria dos serviços de corretagem na área de banca de investimento e focar-se na gestão de fortunas. Da área de investimento para a área de gestão de fortunas, o Credit Suisse transferirá capital na ordem dos 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,6 mil milhões de euros).

O banco irá, acrescenta a agência, dividir-se em quatro áreas de atividade – depois de reduzir o negócio nas áreas que arrastaram a instituição para perdas financeiras e de reputação – e unificar a sua atividade de gestão de fortunas.

A missão de Horta-Osório como chairman do banco suíço (uma intervenção cuja intensidade provocou ondas internas) é a de remodelar de alto a baixo uma instituição que tem sido afetada pela exposição excessiva a fundos falidos como o Archegos, o fundo de gestão do património de Bill Hwang – que implicou amortizações volumosas e perdas a rondar o milhar de milhão de dólares este ano – e o Greensill, empresa de serviços financeiros com ligações a altos cargos britânicos que declarou insolvência em março deste ano.

A somar a estes casos está o escândalo de espionagem revelado em 2020, quando se soube que o responsável pela gestão de patrimónios do banco estava a ser seguido por detetives privados contratados pelo próprio Credit Suisse, e o caso dos subornos pagos para que Moçambique contraísse dívidas para a aquisição de barcos de pesca de atum em 2013, atualmente em tribunal.



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