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Estratégia militar russa: ponto de inflexão que antes de o ser já não o era



Ao anunciar a “redução drástica da atividade militar na direção de Kiev e Chernihiv”, terça-feira, a Rússia pareceu abrir novo capítulo na invasão da Ucrânia. O secretário de Estado da Defesa, Alexander Fomin, explicou a decisão com a vontade de “aumentar a confiança mútua, criar as condições certas para futuras negociações e alcançar o objetivo final de assinar um acordo de paz com a Ucrânia”. Para que não houvesse dúvidas, porém, o negociador-chefe de Moscovo nas conversações tidas na Turquia frisou que “não se trata de um cessar-fogo”. E os ataques não pararam sequer onde fora anunciado.

Disso não teve dúvidas Volodymyr Zelensky, que ontem alertava para iminentes novos ataques na região do Donbas, onde ficam as “repúblicas populares” de Donetsk e Luhansk, autoproclamadas em 2014 sob patrocínio russo, sem reconhecimento internacional. O Presidente ucraniano — que na terça-feira discursa perante o Parlamento espanhol, em mais uma etapa da sua digressão virtual pelo mundo — prometeu “combater por cada metro” de solo na zona, onde o Kremlin quer agora concentrar esforços. Um comandante militar russo explicava a mudança de rumo dizendo que o enfraquecimento do exército ucraniano permitia “concentrar esforços no objetivo principal, a libertação de Donbas”.



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