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Alimentar o mundo vai ser mais difícil



Trigo, milho, açúcar, óleo vegetal, carne, fertilizantes… o índice de preços da alimentação da FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, confirma que nunca os valores estiveram tão altos como em março de 2022 desde que começaram a ser medidos, em 1990. O cenário de fundo é a invasão da Ucrânia pela Rússia, países que, em conjunto, exportam 30% do trigo e da cevada do mercado global.

A cascata de consequências pode parecer óbvia quando se tem em conta que os preços das compras no mercado internacional dos cereais são rematados com inclusão do custo de transporte. Uma espécie de “pegada ecológica” avant la lettre, que faz com que a proximidade poupe dinheiro aos compradores, além do preço mais baixo praticado por aqueles dois países.



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