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A grande batalha da logística no Leste da Ucrânia



A logística pode, por si só, não ganhar guerras, mas seguramente ajuda a perdê-las. Foi uma lição amarga para os russos durante as primeiras semanas da invasão da Ucrânia. Veículos avariados ou sem combustível, unidades de artilharia sem munições, soldados sem água nem rações de combate. Falta de mapas e insuficiente conhecimento do terreno que, agravado pela raspoutitsa — estação das más estradas, ou seja, chuva e degelo —, afunilaram o avanço das colunas blindadas pelas estradas pavimentadas, fáceis de minar ou cortar (nas pontes e viadutos) e tornando-as presa fácil das emboscadas da infantaria ligeira ucraniana, equipada com lança-foguetes portáteis, ou dos ataques dos drones de fabrico turco armados com mísseis.

Nos confrontos que se aproximam e que terão como cenário o leste e sul da Ucrânia, a logística volta a ser decisiva, mas as coisas invertem-se. A cadeia de abastecimento russa está à mão de semear (em território russo ou separatista) e, pela primeira vez, Moscovo pode tentar combater como gosta: ataques em massa de blindados precedidas por grandes preparações de artilharia pesada e lança-foguetes múltiplos.



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